segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Há anos, na Bulgária, quando eu era ainda muito jovem e não tinha dinheiro suficiente para comprar um rádio, construí um posto de galena.
Para fazer funcionar um tal aparelho é preciso colocar uma agulhinha sobre um cristal de galena e deslocá-la de maneira a obter um contacto. Por vezes, funciona, mas outras, não... E foi precisamente isso que naquela época me impressionou e me levou a reflectir: o sistema não funcionava sempre.
Eu bem tocava na pedra com a agulha, mas não ouvia nada, tinha de continuar a procurar, a tentar, e, finalmente, de súbito, ouvia música ou vozes... Era como se houvesse pontos sensíveis, vivos, e pontos mortos. Quando eu encontrava um ponto vivo, mantinha a agulha nele, para o posto continuar a funcionar; se a deslocasse, perdia o contacto e precisava de recomeçar a tactear para tornar a encontrar um novo ponto.
Reflectindo, descobri que o fenómeno apresentava correspondências com a nossa vida interior. Todos os humanos procuram algo, querem ouvir uma voz, receber ajuda. Mas a maior parte das vezes não ouvem nada, não recebem nada. Porque?
Porque não souberam tocar nos pontos sensíveis da sua alma e do seu espírito que os poriam em comunicação com as regiões espirituais. Por isso, devem continuar a explorar, a tactear; quando conseguirem tocar nesses pontos, experimentarão uma sensação que não engana; receberão a luz, o amor, a alegria, terão a revelação do sentido da vida."

(In "Um futuro para a juventude" de Omraam Mikhael Aivanhov)

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